Toda coleta de resíduos gera dois registros: a nota fiscal, com o que a sua indústria pagou, e o MTR, com o que de fato saiu da empresa. Quando esses dois números não batem, a diferença sai do seu caixa. E, na correria do dia a dia, quase ninguém confere.
Não é questão de desconfiar do transportador. É que coleta envolve pesagem, estimativa, digitação e vários documentos passando de mão em mão. Em algum desses pontos, um número escapa. Se ninguém olha com atenção, você paga e segue a vida sem saber.
Por que a nota fiscal e o MTR nem sempre batem
O MTR (Manifesto de Transporte de Resíduos) registra o que foi transportado: tipo de resíduo, quantidade, data, gerador, transportador e destinador. A nota fiscal registra o que foi cobrado. Em tese, os dois deveriam contar a mesma história. Na prática, as divergências mais comuns são:
- Quantidade diferente: a nota cobra mais toneladas do que o MTR declara.
- Classe de resíduo trocada: o resíduo cobrado como Classe I, que custa mais caro, aparece no MTR como Classe II.
- Coleta sem MTR: uma cobrança que não tem manifesto correspondente.
- Datas que não fecham: a nota cita uma coleta em um dia, e o MTR, em outro.
Detalhes assim parecem pequenos. Só que, somados ao longo de um ano de coletas, viram dinheiro. E tem mais um risco: uma inconsistência entre os documentos também pode chamar atenção numa fiscalização.
Como o Portal compara a nota fiscal com o MTR
O Software KLGAMA faz essa conferência por você. Em vez de abrir PDF por PDF e comparar linha a linha numa planilha, você vê os dois documentos lado a lado.
- Você anexa a nota fiscal da coleta no Portal.
- O Portal localiza o MTR correspondente e cruza resíduo, quantidade, data e transportador.
- Se algo não bate, você fica sabendo antes de aprovar o pagamento, com a diferença destacada.
Um exemplo: a nota cobra 3,2 toneladas de resíduo Classe II coletadas em 12/10. O MTR do mesmo dia registra 2,4 toneladas. O Portal aponta 0,8 tonelada cobrada sem registro, e você tem em mãos o que precisa para questionar o fornecedor. (Valores ilustrativos.)
Pague só pelo que realmente saiu da sua empresa
Conferir nota com MTR não deveria depender de alguém com tempo sobrando. Com o Portal, essa checagem vira rotina:
- cada coleta conferida com o MTR emitido;
- divergências sinalizadas antes do pagamento;
- histórico organizado para auditorias e fiscalização.